TRAINSPOTTING

 TRAINSPOTTING: O TERROR DO PROERD

RESENHA


Olá meus caros leitores, espero que vocês estejam bem nessa semana de dor e sofrimento, e que a tristeza que estão sentindo não aumente após lerem essas palavras inspiradoras.

Toda essa iniciação horrorosa é porque hoje irei falar sobre a maior obra da sétima arte, o verdadeiro elixir dos deuses, a maior homenagem a Dionísio que a humanidade foi capaz de fazer: Trainspotting – Sem Limites, um filme em que o nome realmente faz jus, pois essa película não tem limites para a qualidade. Agora vocês devem estar pensando “Meu Deus, esse filme deve ser uma porcaria”, mas não meus queridos camaradas do partido, é apenas meu filme preferido.

É um pouco difícil para eu escrever sobre Trainspotting, já que esse foi o filme que mudou minha vida, e eu acredito ser impossível colocar tudo que eu sinto por ele em palavras, mas não custa nada tentar.

"Trainspotting - Sem Limites" é um filme britânico de 1996, do gênero drama, dirigido por Danny Boyle e com roteiro baseado em livro homônimo do escritor Irvine Welsh. O filme conta a vida de um grupo de jovens viciados em heroína em Edimburgo, na Escócia. Mas eu costumo chamar, erroneamente, de “O terror do PROERD”, considerando que o filme inteiro é focado em adolescentes europeus drogados nos anos 90, e acreditem em mim, isso é incrível.

O filme inteiro é narrado em primeira pessoa pelo protagonista Mark Renton, o qual se torna o nosso alvo de ódio, amor, desespero, carinho e gritos. Mark, como muitos outros narradores, não é confiável, o que faz com que muitas cenas acabem mesclando a realidade com a visão dele, que é normalmente sob efeitos da heroína. Ele é insano, indigno de confiança, e sabe que não é uma boa pessoa, e mesmo assim consegue fazer a gente o amar com o âmago de nossa alma corrompida por protagonistas malvados. Mas, no fundo, nós sabemos, ele é só é um dependente químico, o que acaba explicando todas as cagadas que o beleza realiza ao longo do filme.

Até então vocês devem estar pensando ser um filme sobre um drogado fazendo merda, e sim, muito partes são, literalmente, isso (assistam ao filme e entendam a referência), mas Trainspotting consegue ser uma viagem insana a uma filosofia de vida de uma juventude perdida e desacreditada com a rotina de um mundo capitalista e moderno. Uma juventude que ao invés de saber lidar com essa nova demanda, que é encontrar sentido em uma vida que não tem sentido sem essa subjetividade de consumo materialista, acaba se afogando em um submundo de drogas e violência. Trainspotting é pura filosofia.

E além dessa premissa sensacional, não posso deixar de citar que a trilha sonora é um tesão (me perdoem, não consegui achar outra palavra que descrevesse tão bem), apresentando músicas de artistas renomados como Iggy Pop e Lou Reed, e de outros mais “underground”, como Damon Albarn, Underwold, Blur, Brian Eno, etc. São músicas que te fazem delirar juntamente à direção de arte.

Outro motivo que me faz pagar um pau para essa belezura, é o fato dela fugir totalmente do padrão estético norte-americano com qual estamos acostumados, o filme tem um estilo muito diferente, o que de primeira pode causar estranheza, mas que depois só se torna um bônus a ser citado na hora de recomendar o filme para todo o ser vivo que você conhece (o que foi o meu caso). As cores, a gravação, e a direção de artes são estranhas, mas bem, o filme é feito para ser estranho, então é tudo perfeito.

Agora a hora que todos aguardam ansiosamente, eu recomendo o filme? Sim, sim, sim, sim, e eu já disse que sim? Trainspotting é maravilhoso, e mesmo que você não goste do estilo do filme, ou ache ele uma completa porcaria, vale a pena assistir pelo fato de ser uma experiência muito diferente da qual você está acostumado. É o filme perfeito para quem foi um jovem rebelde nos anos 90, é um filme perfeito para quem é jovem em 2021, e para quem vai ser jovem em 2031, é simplesmente atemporal.


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Comentários

  1. Realmente, um filme que preciso assistir.

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    1. Garanto que não irá se arrepender, Trainspotting é uma obra de arte.

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  2. Realmente transcontinental é um ótimo filme, adoro como ele trata sobre as drogas e sobre como um dos protagonistas joga uma coberta cagada na familia da namorada

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    1. Realmente caro leitor! Essa cena apresenta uma clara critica as obras de Friedrich Nietzsche, e quando o Spud acorda todo cagado me lembrou um pouco a obra "Metafísica" de Aristóteles e eu comendo o seu cu

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