ME CHAME PELO SEU NOME

 ME CHAME PELO SEU NOME, OU DÊ UNS GRITO QUE EU VENHO

RESENHA


Olá meus caros leitores, como vocês estão? Geladinhos feito um picolé, ou quentinhos debaixo de suas cobertas? Na verdade, eu não quero saber, mas me sinto na obrigação de criar um clima de escritora e leitor por aqui. 

Mas enfim, o filme que iremos julgar hoje é “Me chame pelo seu nome”, creio que muitos de vocês já devem ter ouvido falar sobre, ou até mesmo já assistido, considerando que é um filme famoso, que até concorreu ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado.

O longa-metragem segue a paixão de Elio, um adolescente italiano, e Oliver, um estudante americano que vai passar o verão na Itália. A narrativa acompanha a trajetória dos dois, do momento em que se conhecem até aquele em que precisam se separar. É um filme de romance LGBT, e como eu sou cadelinha de qualquer filme LGBT, não demorou muito para eu ir assistir e me apaixonar perdidamente, pouco tempo depois já estava pedindo o livro de aniversário (aliás, muito obrigada, Giovanne, por ter me dado o livro).

Não vou mentir, o filme é cativante, e é perfeito para quem tem uma visão mais aberta de mundo e sobre o cinema, ele segue uma narrativa diferente da qual estamos acostumados em romances, e lembra muito a obra “Orgulho e Preconceito”, onde todo o longa gira em torno da descoberta do amor, e não necessariamente sobre as dificuldades do casal.

A direção do filme é espetacular, e eu só tenho elogios ao Luca Guadagnino, diretor do filme, que conseguiu adaptar um livro de tanta intensidade e de pura poesia para um longa de extrema qualidade e fidelidade, onde os cenários são cativantes, os personagens realistas, e o verão italiano um sonho distante. Luca conseguiu me fazer crer que o verão de 1983, em alguma cidade ao norte da Itália, foi o melhor de todos os tempos, sendo o mais romântico e angustiante.

Mas como eu costumo dizer: se tem gay, tem tragédia! Ou muita tristeza, como foi no caso desse filme, mas não se preocupem camaradas, vale a pena. O final divide opiniões, mas, a meu ver, foi perfeito, a história retrata um amor de verão, e como qualquer outra estação, uma hora esse ia acabar. Enfim, tirem suas próprias conclusões.

A única coisa que me causou extrema indignação é o fato de o Oliver ter só 24 anos e já estar escrevendo a sua tese de doutorado, que categoria de monstro universitário é esse? Não me assusta o fato do Elio ter se encantado com a inteligência desse Adônis moderno, eu também teria caído de amores na primeira oportunidade.

E agora entra outra questão muito importante que merece atenção, a qualidade de interpretação dos atores, Timothée Chalamet como Elio e Armie Hammer como Oliver, que é simplesmente fenomenal. Ambos deram o máximo de si, e mesmo o canibal do Armie Hammer foi uma surpresa agradável na época, mas não chegou aos pés de Timothée, que foi uma revelação enorme no cinema.

Concluindo essa bela e informativa postagem, não posso deixar de escrever sobre a trilha sonora. “Mas de novo isso?”, sim companheiro, pois ela é a perfeita definição de um orgasmo sonoro. Aqui irei dar uma afagada de ego para o cantor e compositor “Sufjan Stevens”, responsável pelos clássicos “Mystery of Love” e “Visions of Gideon”, os quais eu tenho certeza que você vai correr adicionar em sua playlist após ouvir. Cada música do filme é pura poesia, com uma predominância de canções que encantam aos telespectadores.

E agora, suponho que já está claro a minha recomendação. Sim, seu lindinho, você deve assistir “Me Chame Pelo Seu Nome” nesse exato momento, não perca mais tempo e não viva mais nenhum segundo sem ter visto essa obra de arte italiana. 



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Comentários

  1. Mt foda a review, alguem ja se perguntou quem seria o escritor(a) desse blog, realmente merecia um prémio

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    1. Estou no aguardo do Oscar me contratar para a sua bancada, creio que eles estão perdendo uma adição incrível em sua equipe sem ter eu lá

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  2. O nome do filme deveria ser Me morda pelo seu nome, durante o filme inteiro o Oliver fica com uma cara de fominha, parecia que a qualquer momento ele ia abocanhar o Élio. E, julgando pelo final, acho que deveria ter feito isso mesmo, pelo menos terminariam juntos

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    1. Depois das atuais polêmicas sobre o ator Armie Hammer, cheguei a conclusão que o Oliver só foi embora porque o Elio não deixou ele comê-lo no sentido mais literal da palavra

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