A.I. - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 A.I. - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, E MUITA BURRICE ORGÂNICA

RESENHA


Olá meus caros leitores, como estão? Hoje surpreendentemente estou genuinamente preocupada com vocês, viram? Sinto um clima rolando aqui.

Mas antes de começar a review, tenho uma pergunta sincera para ser feita a vocês: vocês sentem empatia por robôs, em filmes e na realidade? Eu sei, pergunta boba, mas é relevante para o filme de hoje, A.I. - Inteligência Artificial.

O filme conta a jornada do primeiro menino-robô programado para amar, David, esse que é adotado por um funcionário da Cybertronics e sua esposa, dois filhos da puta que é impossível não odiar. Apesar de gradualmente ele ir se tornando o filho do casal, uma série de circunstâncias inesperadas dificulta a vida de David. Sem a total aceitação dos humanos ou das máquinas, o menino-robô embarca em uma jornada para descobrir seu verdadeiro mundo. Sendo bem sincera, eu não colocava muita fé no filme, esse foi um dos motivos para eu não ter assistido antes, mesmo sendo apaixonada por ficções científicas, mas me arrependi por ter esse preconceito errôneo sobre a obra, pois ela é surpreendentemente boa.

A.I. não é um simples tech-noir, onde toda a desgraça mundial é culpa dos horríveis robôs, mesmo que muitos humanos no filme pensem assim. Ao longo do longa, criamos um carinho e empatia enormes com o protagonista, que mesmo sendo uma inteligência artificial criada para agradar aos humanos, nos faz perceber que temos uma definição muito errada do que é ser humano, e é isso que eu mais amo em filmes desse nicho, os questionamentos existencialistas que eles nos provocam. Resumindo, o David é um ser que só queria amor, e tomou no cu em cada segundo no filme, mas não se preocupe David, você é sim um menino de verdade e nós te amamos.

Outro ponto muito interessante são as referências de contos de fadas presentes no filme, principalmente sobre o conto “Pinóquio”, A.I., como eu gosto de definir, é um Pinóquio futurista que vai te fazer chorar no final de cada cena, e odiar os pais adotivos do David, MÔNICA E HENRY, MORRAM, MORRAM AGORA SEUS DESGRAÇADOS.

E não se preocupem com o tempo do filme, sei que as 2h 26m podem assustar quem está querendo se aventurar nessa jornada futurista, mas acredite, são 2 horas que passam voando. O filme é completamente imersivo e dividido em 4 atos, todos únicos, alguns mais assustadores, e outros modernos, e coloridos. Tudo isso orna muito bem, e não tem nenhuma parte no filme que fica “sobrando” no meio da trama.

Num geral, é um filme bom, ótimo para quem gosta dessa categoria de trama, e legal para quem está resolvendo assistir algo diferente da rotina ou que quer iniciar uma maratona de ficção científica. É uma história triste, sobre o amor e sentimentos, e lembra-se daquela pergunta que eu fiz no começo do texto? Se a sua resposta foi não, depois desse longa, você vai mudar de ideia.


•ONDE ASSISTIR•

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Comentários

  1. Muito bem escrito, da pra ver que a autora zela pela sua escrita. (gostei das "thumbs" tmbkkkk)

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    1. Muito obrigada caro leitor, fico muito feliz de ler comentários assim, me deixam instigada a continuar! <3

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